Primeiro Gripen E produzido no Brasil pela Embraer realiza voo inaugural

Marco histórico consolida a capacidade brasileira de fabricar, integrar e testar caças de alta tecnologia
A indústria aeronáutica brasileira alcançou mais um importante marco no desenvolvimento de sua capacidade de defesa. O primeiro caça Gripen E (F-39E) produzido no Brasil pela Embraer realizou seu voo inaugural, decolando das instalações da empresa em Gavião Peixoto, no interior paulista.
O voo marca uma nova etapa do programa desenvolvido em parceria entre Embraer, Saab e Força Aérea Brasileira (FAB), demonstrando a evolução da capacidade nacional na fabricação de aeronaves de combate de última geração.
Durante o voo, realizado por um piloto de testes da Saab, foram avaliados o desempenho da aeronave, seus principais sistemas e as características de voo. Os dados obtidos serão utilizados na continuidade da campanha de ensaios e aceitação antes da entrega oficial do caça à FAB.

Um Gripen produzido no Brasil
Mais do que o primeiro voo de uma nova aeronave, o momento representa o resultado de anos de transferência de tecnologia e capacitação da indústria brasileira.
Desde o início do Programa Gripen, engenheiros, técnicos e especialistas brasileiros passaram a trabalhar ao lado das equipes da Saab em áreas como engenharia, fabricação, integração e testes em voo.
Esse processo permitiu ao Brasil desenvolver conhecimento e infraestrutura para participar diretamente da produção de um dos mais modernos caças de combate atualmente em operação.
A unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, possui atualmente a única linha de produção do Gripen fora da Suécia, integrando a instalação brasileira à cadeia global de produção da Saab.

Primeiro de 15 Gripen produzidos no país
O caça que realizou o voo inaugural (4109) é o primeiro de 15 Gripen E previstos para serem produzidos no Brasil dentro do contrato atualmente em vigor.
Após a conclusão dos testes de produção e aceitação, a aeronave será certificada e entregue à Força Aérea Brasileira. A aeronave seja encaminhada para a Base Aérea de Anápolis (GO), onde deverá integrar o 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), unidade que já opera o Gripen E.
O contrato firmado em 2014 prevê um total de 36 aeronaves para a FAB, sendo 28 Gripen E monopostos e oito Gripen F bipostos.
Parceria que vai além da produção
O Programa Gripen também representa uma das mais importantes iniciativas de transferência de tecnologia já realizadas no setor de defesa brasileiro.
A cooperação entre Saab e Embraer criou no país capacidades que vão além da simples montagem das aeronaves, envolvendo desenvolvimento, engenharia, fabricação, integração e ensaios em voo.
E os planos podem ir ainda mais longe. Em julho, Embraer e Saab anunciaram um acordo estabelecendo as bases para novas negociações, incluindo a possibilidade de produção de mais 20 aeronaves Gripen em Gavião Peixoto, destinadas ao mercado brasileiro e a futuras oportunidades internacionais.

Um novo capítulo para a aviação de caça brasileira
O primeiro voo de um Gripen E produzido pela Embraer representa, portanto, um momento simbólico para a indústria aeronáutica nacional.
O Brasil passa a demonstrar não apenas a capacidade de operar um caça moderno, mas também de participar de forma cada vez mais ampla de sua fabricação, integração e desenvolvimento.
Para a indústria de defesa brasileira, o voo realizado em Gavião Peixoto representa o resultado concreto de anos de investimentos em tecnologia e qualificação profissional, abrindo caminho para que o país tenha uma participação ainda maior em futuros programas aeronáuticos de alta complexidade.
A iniciativa permitiria a capacidade produtiva brasileira complementar a linha de montagem final da Saab em Linköping, na Suécia, fortalecendo ainda mais a capacidade das empresas de atender à crescente demanda global pelo Gripen.





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