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Alemanha sedia histórico exercício aéreo da OTAN sobre a Europa


Aeronave de transporte A400M, escoltado por caça Panavia Tornado da Luftwaffe.
Foto: Christian Timmig / Bundeswehr
A OTAN está pronta para sediar seu maior exercício aéreo até hoje nos céus da Alemanha.

Após vários anos de planejamento, o exercício militar "Air Defender 23" começou nesta segunda-feira (12), no dia em que se comemora a independência da Rússia. Ele reunirá 25 membros da OTAN e seus estados parceiros.


O exercício ocorrerá em seis bases militares em cidades da Alemanha, bem como em locais adicionais na Holanda e na República Tcheca.


O exercício envolve aproximadamente 250 aeronaves, incluindo os caças F-35, fabricados pela Lockheed Martin e operados pelas Forças Aéreas dos Estados Unidos e Holanda, aeronaves do Sistema Aéreo de Alerta e Controle (Airborne Warning and Control System - AEW&C), de reabastecimento aéreo e de até aeronaves de transporte da Força Aérea Japonesa.


Os EUA enviou 84 aeronaves para o exercício, fornecidas principalmente por unidades da Guarda Aérea Nacional de 30 estados americanos.


Essas aeronaves participarão de exercícios destinados a aumentar a interoperabilidade e a preparação para proteção contra drones e mísseis de cruzeiro no caso de um ataque a cidades, aeroportos ou portos marítimos dentro do território da OTAN.


O exercício Air Defender foi iniciado em 2018 e finalmente está sendo executado em meio a altas tensões políticas com a Rússia.


“Eu ficaria muito surpreso se algum líder mundial não estivesse percebendo o que isso mostra em termos de espírito desta aliança, o que demonstra a força desta aliança, e isso inclui o Sr. Putin”, disse a Embaixadora dos EUA na Alemanha, Amy Gutmann , a repórteres durante uma coletiva de imprensa no ultimo dia 7 de junho.


Estima-se que 10.000 militares participarão do exercício. Seus uniformes terão o slogan “Stronger Together" (Mais fortes juntos), destacando a postura unificada da aliança.


No entanto, há indícios de potencial discórdia dentro da OTAN. Durante uma entrevista ao The Guardian no ultimo dia 6 de junho, o ex-chefe da OTAN, Anders Rasmussen, sugeriu que países como a Polônia, poderiam decidir unilateralmente, enviar tropas para a Ucrânia se não fossem encontradas garantias de segurança na próxima cúpula da aliança em Vilnius, na Lituânia, no próximo mês.


“Se a OTAN não conseguir chegar a um acordo sobre um caminho claro para a Ucrânia, há uma possibilidade clara de que alguns países individualmente possam agir”, disse Rasmussen.


Paralelamente às operações na Alemanha, os exercícios da OTAN também estão ocorrendo em outras partes da Europa. Em 7 de junho, 150 aeronaves europeias foram enviadas para a Finlândia. As tropas da OTAN também estão atualmente em bases romenas envolvidas em simulações para recuperar territórios.


Fonte: Aerotime HUB

Tradução: Aero Latina

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